sábado, 17 de junho de 2017

Aceitar que se vive no Cacém! (Ups, Agualva!)


Hoje em dia, viver nos subúrbios e aceitar isso, não é fácil! Frequentemente tenho amigos que dizem que vivo longe, que o lugar é feio, que as pessoas são feias e que tudo está sujo e desarranjado. Têm medo da violência, de andar de comboio e de serem assaltados. 

Demorei muito tempo a conseguir dizer publicamente que vivia no Cacém e não em Sintra, quando alguém me perguntava onde morava. De qualquer forma também não vivo no Cacém. Vivo em Agualva, que é do outro lado da linha do comboio, do outro lado da ribeira. Basta conhecer a Avenida dos Bons Amigos (que lindo nome!) e a única coisa que têm de saber para virem a minha casa, é que é só virar à esquerda, como quem vai para o lado do coração. Vivo aqui porque há 40 anos (e há 40 anos viver aqui era bem bom) o Cacém era perto de Lisboa, era calmo e ainda tinha muitas vivendinhas bem bonitas. Foi a escolha dos meus avós, comprar aqui a casa. 

Vivo aqui há uma vida... já saí e já voltei e é sempre para esta casa que regresso. Vivo num rés-do-chão, não tenho grades nas janelas, ponho flores ao sol e sempre que estendo roupa, nunca nenhuma peça me desapareceu. Nunca me aconteceu nada... Esta é uma casa com história, passado, memórias... com partes boas e más.

Sempre quis viver noutro sítio... a minha escolha seria o Chiado (claro!) ou uma praça que há perto de Alcântara, que me faz sempre sonhar quando olho para um prédio com águas furtadas.

Lisboa é o centro de tudo. Hoje em dia é quase o centro da Europa, de tão na moda que está. E foi aqui que comecei a pensar se quereria mesmo mudar para Lisboa, logo agora que há mais turistas que "pessoas".

Depois de muito tempo, consegui fazer algumas obras e redecorações na minha casa. Hoje ela é mais minha. Está prática e funcional e um T1 chega-me perfeitamente, nem que seja para limitar o número de coisas que tenho. Tornei-me mais simples, com menos e mesmo assim, acho sempre que tenho demais.

Hoje sinto-me bem na minha casa. Ainda mudava algumas coisas, mas nada de preocupante. Frequentemente apetece-me levantá-la do chão e colocá-la num terreno relvado onde pudesse ter uma corda para estender a roupa ao sol e onde a minha cadela pudesse correr... mas isso não é possível. Possível é gostar de aqui viver. Gostar que os meus vizinhos (que conheço desde bebé) parem na minha janela para me cumprimentarem (ainda hoje isto aconteceu!). Gostar de ter SEMPRE lugar para estacionar o meu carro, na minha praceta a todas as horas do dia. Gostar de colocar coisas pesadas na janela da sala, para entrarem em casa, sem ter de entrar pelo prédio. Gostar que uma vizinha do prédio do lado, que nem sei bem quem é, grite do último andar e me pergunte: "Oh menina já anda sem muletas, está melhor?!". Gostar das laranjas que o meu vizinho traz da aldeia. E é assim que vou gostando de tanta coisa.

Todos os dias ouço os passarinhos aqui nas árvores da minha praceta. Às vezes oiço o amolador e outras vezes até há um senhor que toca acordeão no meio das pracetas para nos animar.

Esta semana tenho acordado cedo e aproveitado para fazer caminhadas matinais, no percurso pedestre junto à ribeira... Está lindo e bem cuidado! E fico maravilhada com as flores violetas, com as heras, com os patos reais, com os pombos, com a manutenção do jardim e com o equipamento desportivo que há, mas também com a quantidade de gente bonita que corre de manhã e também a quantidade de gente simpática que passeia com cães lindos de morrer!


Hoje já gosto de viver no Cacém (ups), Agualva... A Junta de Freguesia tem-se esforçado muito por melhorá-la. Há graffitis gírissimos autorizados, há caixinhas em algumas pracetas para abrigar os gatos, há um senhor arrumador de rua que tenta manter o chão limpinho e finalmente o jardim da minha praceta que tinha sempre lixo, tem flores brancas bem bonitas.

Se gosto mais de viver aqui?! Gosto! Se gostava de viver em Lisboa? Gostava! Contudo, aprendi a aceitar e a gostar do que tenho e tem sido mesmo uma agradável surpresa!

A única coisa que sinto mesmo falta... é de gente perto. Gente, que é a minha gente... Mas para essa gente, eu estou sempre longe... nem que o longe seja 30 minutos de comboio: "Epah ir ao Cacém... nãaaaaaaaaaaa..."

segunda-feira, 15 de maio de 2017

STRONG DREAM - Salvador

By Maria Carvão
Estive muito tempo sem vir aqui... sem escrever, sem dar notícias ou pura e simplesmente dizer como está a minha vida ou divulgar os meus eventos que continuei a fazer. A verdade é que comecei a desligar-me cada vez mais de mim, do projeto das trocas, do porquê de fazer trocas, de continuar na passagem da mensagem. Não que não acreditasse nela, não que não a continuasse a querer, mas porque me senti nos últimos tempos mais preocupada com a visibilidade, o número de likes, o número de amigos ou os convites para os eventos. Isso foi terminando e eu dei conta quando fiquei farta de publicar coisas para ter visibilidade ou fotos para mostrar como estava bem ou a forçar-me a ser comercial em algo que no início era simples e puro.

No início, este blog, esta minha vida, tudo isto ligado às trocas e ao Believe tinha apenas e só a ver com a letra da música "Amar pelos dois". Pois... nessa altura, no final de 2011 a música ainda não existia, mas eu tinha-a dentro de mim. A decisão deste projeto era dedicado a uma pessoa, que amava mais do que a mim e por isso, pelos dois. Numa tentativa de amar mais e mais... e de estar junta, mesmo sem poder, criei o Believe in Portugal. Depois, tudo se tornou o que vocês conhecem, algo que eu sabia poder acontecer, mas que não premeditei, não fabriquei, não tive estratégia de marketing ou um plano de negócios. Fi-lo apenas e só, porque amava alguém, em dobro e queria experienciar todos os valores e crenças que ele me tinha passado.

O tempo passou, as trocas foram espalhadas no nosso país de forma "louca" e um pouco por todo o mundo a minha mensagem também foi passada... e sei que não foi pelas trocas em si, ou pela situação improvável de uma "mulher que se despede para viver de trocas". Eu sei que o mediatismo que tive na altura, foi porque eu estava carregada de amor, fi-lo genuinamente e quem estava à minha volta, acreditou, sentiu, belivou... Aos poucos, o meu ego foi crescendo e eu já não sabia o que estava a fazer, porquê, para quê... e de todos os lados recebia dicas, conselhos de como "comercializar" este projeto... este amor.

Com o tempo, fiquei um bocado perdida e vazia, sem saber para onde caminhar, para onde ir... e decidi voltar a trabalhar, numa empresa, que curiosamente tem como siglas B.E.! :) Voltei a ter o pé no chão, a sentir-me amada e útil... e as minhas crenças das trocas, das partilhas, do networking, do fazer diferente e "Trocar Portugal", como o disse na Visão, começaram a fazer sentido de outra forma, sem pressas, sem pressões, sem projetos, sem mil e uma atividades, sem 500 mil amigos no facebook (que nem conhecia). 

Ainda não sei bem para onde vou... mas decidi parar. Há um mês, tive de parar ainda mais... torci uma rótula e tive de ficar em casa de repouso. PARADA. Hoje, foi o primeiro dia que saí à rua pelos meus próprios pés. (Já cá voltamos a esta parte... )

... 13 Maio 2017: Papa e 100 anos de Fátima + Benfica + Salvador (Eurovisão)...

Não senti isto que sinto hoje no momento em que ouvi a música "Amar pelos Dois", fui como muita gente que no início das minhas trocas criticava por alguma coisa, nem que fosse pela incredibilidade de ainda existirem pessoas genuínas e "meias loucas saudáveis" que se tinham despedido só porque sim. Gostei da música, mas avaliei-a pelo pacote externo e não pela ligação a algo que fez magia nestes últimos dias: o AMOR.

O que aconteceu este fim-de-semana, não foi uma vinda de um papa, ou um clube de futebol qualquer, nem um festivalzeco... foi uma conjunção de 3 cores: branco + vermelho + azul que dão o VIOLETA! A cor da transformação e da mudança... que é tão só e apenas, acreditar no amor, entre povos, entre gentes, que se ligam à música, que é a linguagem comum a todos. Podia estar aqui mais 1h11 minutos a tentar explicar o que senti, o que acredito ou o que "leio" de tudo isto, mas não preciso de partilhar mais. O que aconteceu este fim-de-semana, principalmente com o SALVADOR (só pelo nome é caricato) é algo que só alguns perceberão agora, outros depois e outros já perceberam há muito tempo. Talvez tudo isto seja imaginação minha (tenho-a muito fértil!), mas o que sinto é impossível que seja! Além do mais "Amar pelos dois" era a canção número 11! :)

(Voltando à parte de cima) Depois de toda a turbulência exterior e interior destes 2 dias, decidi sair pela primeira vez de casa, com a minha cadela Azeitona e com a minha amiga canadiana. Precisava de ar puro, de ver relva e árvores e de me enraizar novamente. Fui a um jardim próximo de casa e sentei-me só a ouvir o som do rio. A Azeitona comia relva e dava ao rabo e eu tinha uma sensação no peito, tão grande, tão grande, que só me apetecia chorar de alegria. Nesta onda de AMOR mundial! Não consigo explicar mais. Nisto, apareceu um menino com uns dois anos que adorou a Azeitona. Fez-lhe muitas festas, sorria, queria mexer-lhe no focinho, no rabo... A mãe (uma senhora com um Hiyab - burca só no rosto) sorria e envergonhada ia buscar o filho vezes sem conta, para não nos incomodar. Isto repetiu-se mais de 6 ou 7 vezes. Comecei a sorrir ao miúdo, a dizer à mãe que não fazia mal ele brincar com a Azeitona, que não se preocupasse. A mãe sorria. O miúdo estava felicíssimo. E eu com o coração grande. Eles não falavam português. Percebi que dizia umas palavras em inglês e começámos a falar sobre o fato do miúdo adorar cães. Ela começou a falar comigo, disse o nome do filho e o nome dela, bastante difíceis de pronunciar. Então como forma de me ajudar, disse: "O meu nome em inglês quer dizer DREAMS". Eu sorri. Só me apetecia chorar mais uma vez. Contive-me e perguntei: "E o nome do seu filho, tem algum significado?" Ela disse-me: "Sim, STRONG." Calei-me, sorri. Falámos mais um pouco de como é viver por cá e disse que o marido estava a chegar com uns amigos. Eles viviam cá há 2 meses, ela era Síria e ele Iraquiano. Perguntei se gostava de cá viver. Disse-me: "Sim, gosto. Quando olho para as pessoas, recebo sempre um sorriso e é bom." Teve de voltar para ao pé da família, acenou-me. O Strong fez mais uma festa à Azeitona. Eu chorei... e chorei e chorei... e ganhei CORAGEM (que é o significado do meu nome) para vos escrever isto, passado tanto tempo.

Foi isto que o Salvador e todo este fim-de-semana fez em mim... <3

sábado, 18 de junho de 2016

Offline (por vezes) é o melhor estado do mundo!!!!

Offline Portugal, Aljezur

Depois de tantos anos ONLINE... nas redes sociais, na televisão, na rádio, nos jornais... tenho a dizer-vos que me cansei um pouco de ter a minha vida tão exposta e partilhada. Também me cansei de conhecer pessoas em catadupa... parecia que já não tinha mais espaço na minha memória para decorar mais um nome e mais uma cara. Podem não acreditar, mas foi isso que se passou.

Passado quase 1 ano de finalizar a minha vida trocas em exclusivo, senti-me cansada e esgotada energeticamente de tanta gente que conheci, de tantos trabalhos que tive, de tantas preocupações que tinha diariamente (quer fosse para me alimentar, para me transportar, ou simplesmente viver sem dinheiro).

Necessitei de uma pausa, uma pausa OFFLINE, apesar de continuar pontualmente nas redes sociais, no facebook, no instagram e até no pinterest. Mas era um continuar diferente, onde de forma ordeira e calma vou participando nas redes sociais, mas sem a pressão de colocar conteúdos todos os dias, de promover marcas e pessoas, de fazer trocas, de escrever no blog mostrando as minhas atividades diárias. Ou seja, utilizar as redes sociais apenas como uma "comum mortal"!

Mas depois de tanto tempo... precisei (e ainda preciso) de um tempo verdadeiramente OFFLINE. Para colocar a cabeça e o coração no lugar e perceber para onde quero caminhar. A experiência de viver de trocas, foi muito maior do que algum dia poderia pensar ou prever. Além de uma alteração total ao meu estilo de vida, foi também redescobrir e aproximar-me um pouco mais do meu verdadeiro eu. Mas um eu, que ainda anda um pouco confuso e até cansado, de tanta troca! Sim, as trocas cansam!!!

E pronto... estar OFFLINE não só das redes sociais, mas estar ONLINE connosco e com quem nos rodeia, de forma coesa, humana e limpa. Simples. Foi desta forma que experimentei um conceito de uma amiga: o OFFLINE PORTUGAL. O OFFLINE PORTUGAL nada mais é do que um sítio brutal para passar férias de forma OFF do mundo virtual. Ou seja, um mundo sem computador, sem internet, sem telemóvel, sem tablet. Em OFF mas muito ON. Eu explico...

A primeira coisa que se faz, no momento do Check-in é entregar os nossos aparelhos com ligação à net, quer sejam telemóveis, computadores ou tablets. Vão para dentro destas gavetinhas, mas ficamos sempre com a chave da gaveta onde os nossos aparelhos estão. E pronto, agora é só "gozar" a nossa estadia sem esta ligação "doentia" com o mundo virtual.

Desenganem-se que o dia-a-dia no OFFLINE PORTUGAL é uma seca, parado, sem coisas para fazer e com a noção que temos de estar OFF (tipo amorfos, quietos e quase mortos). Nada disso, ali estamos ON, mas ON no dia-a-dia, connosco, com os outros. Criamos uma família temporária com os hóspedes e com os voluntários e partilhamos quase todos os momentos do dia, em conjunto: nas refeições, nas idas à praia, nas caminhadas, nas aulas de yoga e surf, na piscina... E depois de jantar, em vez de ficarmos agarrados à televisão ou ao computador, estamos juntos de novo, conversamos, cantamos, dançamos, tocamos instrumentos e relaxamos.

No fundo estar OFF é verdadeiramente ON! :) "Disconnet to reconnet", é o lema do OFFLINE PORTUGAL!

Estive 2 dias neste maravilhoso estado... e para vos dizer a verdade, mal senti a falta do contato com o mundo virtual. Não posso negar que algumas vezes me perguntava porque não tinha o telemóvel na minha mala e especificamente ao deitar me lembrava de ir ver se tinha alguma mensagem no facebook ou um novo like no Instagram... Mas isso foi passando com o tempo! Repetia a experiência por pelo menos 11 dias. Será que conseguia?!

...

Boas temporadas OFF's para vocês. Aproveitem o Verão para menos fotos: aos pés na areia, ao pôr-de-sol laranja, aos pratos de caracóis, ao novo biquini... e mais: para olharem nos olhos das pessoas que vos acompanham nessas experiências.

Bem haja Rita e Bárbara por esta experiência. Valeu a pena estar muito ON... mas ON MESMO! :)

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Ó tempo que não vinha aqui...

Pois é... o tempo passa e nem damos por ele... Desde o último dia que aqui escrevi, dia da Liberdade, muitas coisas se passaram... mas escrever não foi uma delas. Acontece, que durante todo este tempo, fui partilhando a minha vida, as minhas opções, os meus pensamentos e escolhas, e por uns momentos, soube-me bem ficar anónima em tudo isto.
Não sei se estou de volta às lides dos blogs, mas hoje sei que me apeteceu partilhar o que me vai na alma... e falar um pouco de mil assuntos que foram sendo alterados na minha vida...
E por isso, vou listar os 11 assuntos mais importantes, esperando que num dia de mais inspiração "partilhadora" os poder detalhar:
1. Comecei a dar palestras em empresas
3. Consegui começar a escrever para revistas
4. Vou começar a trabalhar! :)
5. Não sei o que fazer com o meu blog
6. Comecei a escrever um novo livro
7. Iniciei um novo projeto que não passou do papel e que tem a ver com o livro do ponto 5. :(
8. Deixei de ser vegetariana "totalmente"
10. Estou numa fase de "calmaria"... diria mais, paragem total e absoluta
11. ...
Por hoje, fico-me por aqui, mas se me quiserem encontrar é no Centro Comercial Alegro Alfragide e Castelo Branco (e quiçá Setúbal), algumas 4as feiras! :)

sábado, 25 de abril de 2015

Dia da Liberdade: com e sem trocas

Costumo dizer que tenho 3 vidas... Primeira vida no meu primeiro casamento, segunda vida no segundo casamento e terceira vida: projecto de viver de trocas durante 1 ano, 11 dias, 11 horas e 1 minuto com 1111€. Pois acho que a partir de agora vou começar a minha 4ª vida: trocas e dinheiro.

Comecei este mês um estágio na minha editora, remunerado. Nem se pode considerar bem remunerado, porque a remuneração não é muita, mas é o que temos... Contudo, se já consegui viver quase sem dinheiro, e com 50€ por mês... viver com 5 vezes mais do que isso, já é uma benção!

...Tenho andado caladinha, desde que editei o meu livro. Sobretudo tenho dado palestras um pouco por todo o país, fazendo trocas com os meus livros e meramente, a minha vida tem sido isso... além de um curso que fiz e que me deu oportunidade de fazer este estágio.

Ultimamente sinto-me muito cansada de fazer trocas e de viver sobretudo de trocas... Sinto-me presa por não poder ter possibilidade de escolha quando quero adquirir alguma coisa, ou um serviço. Isto das trocas é muito giro, mas o dinheiro dá-nos uma oportunidade de liberdade que nada mais dá... e sim, o dinheiro também é uma troca! Como eu costumo dizer, o que não torna o dinheiro menos saudável, é a forma como o utilizamos.

Posto isto, andei para aqui estes meses todos a pensar, o que fazer da vida! Sinto-me a acordar de um sonho, ou de um filme onde eu fui a protagonista... a protagonista que viveu de trocas, lutou pelas trocas e gritou aos sete ventos que o mundo com trocas seria muito mais feliz e humano! E sim, é! Mas não é lá muito livre! E por isso, acho que com este meu estágio termina o meu período oficial de trocas! Claro que não as vou deixar de fazer... e claro que ainda não tenho um trabalho que me consiga sustentar... e por isso, as trocas continuam a ter de ser feitas, mas estou cansada... e sim, ter umas moedas no bolso que me dão possibilidade de ter liberdade para adquirir o que me dá na real gana, é mesmo muito bom! Admito!

Resta saber o que vou fazer daqui para a frente... e já pensei em algumas hipóteses, mas se me quiserem dar a vossa opinião, terei mesmo muito gosto. Ora aqui vão umas ideias:
. encontrar um emprego a part-time para ter alguma sustentabilidade económica. Contudo, tem de ser algo dinâmico, na área da cultura, criatividade, comunicação, relações humanas... Algo que seja útil e que ajude os outros! Aceito propostas!
. escrever semanalmente para um jornal e/ou revista a dar dicas belivadoras, ao nível da economia, ecologia, sustentabilidade ou saúde
. ter um programa ou rubrica num canal de tv a sério. Tenho tantos projectos para entrevistar e tantas pessoas interessantes com quem falar!!!! :)
. criar uma plataforma de produtos e/ou serviços portugueses belivadores, por forma a partilhar o que de muito bom se faz no nosso país
. leccionar workshops ou fazer consultoria sobre "viver de trocas", ser mais económico e poupado e trocar as voltas à vida!

E pronto, por enquanto é o que temos! Aguardo as vossas ideias! :)

A música de hoje aqui fica: https://www.youtube.com/watch?v=_bdOTUocn5w