sexta-feira, 15 de julho de 2016

Ofereço 11 consultorias durante 1 dia (em Lisboa ou Sintra)

Sei cada vez mais, que só existimos para servir os outros.


À primeira vista este título pode parecer muito altruísta e solidário, mas é o que eu sinto. E digo mais, só "servindo" os outros nos conseguimos ir construindo como um todo, vivendo e sobrevivendo. Quando digo servir, refiro-me a ter uma função no todo e não no sentido da palavra de "servir" de forma inferiorizada como muitas vezes pensamos. É um servir que colabora, compartilha e é útil para o todo.


Ora vejamos... quando ficam muito tempo em casa sem fazer nada, sem ver ninguém, principalmente se for numa situação de desemprego, não há um sentimento que não valemos nada e não servimos para nada?! A nossa saúde ressente-se e a nossa autoestima também. Eu senti isso, no finalzinho das trocas. Não que não me sentisse útil, mas já começava a pensar que não estava a fazer diferença no mundo.


Fazer diferença é importante para mim, como pessoa, mas também sentir-me útil aos outros, poder ajudar os outros, principalmente aqueles que mais dificilmente têm ajuda. Sempre fui assim. Sempre fui de querer ser amiga da menina mais pobre da escola primária ou apaixonar-me pelo rapaz que tinha bom fundo e interessante, mas era um pouco posto de parte. É. É verdade, isto às vezes não é nada bom, mas é o meu calcanhar de Aquiles, o que se há-de fazer?!


Durante muito tempo da minha vida, ajudei pessoas carenciadas, grupos desfavorecidos ou em risco (seja lá o que isto for), desempregados, toxicodependentes, etc, etc. Mas com as trocas percebi que setorizar isto desta forma é uma forma subtil de "discriminação". Quem somos nós para supor que alguém que esteja desempregado precisa de ajuda?! Cada um é que sabe de si. Eu por exemplo estive desempregada por opção e na altura foi das coisas mais libertadoras da minha vida.


Assim, ao longo da minha adolescência e início da fase adulta, passei de uma necessidade de ajudar os outros com a finalidade de me ajudar a mim para uma outra perspetiva que é, onde é que eu posso ser útil, que possa crescer também? Não é só uma coisa de dar, mas é uma coisa de trocar, de um lado para o outro.


Estive uns tempos parada, ainda me sinto parada das trocas, dos eventos, das palestras... A minha vida acalmou 80%... mas nada me sabe melhor quando dou uma palestra e partilho as minhas experiências ou quando consigo numa conversa amiga ajudar alguém a ver a luz ao fundo do túnel, apenas mostrando que se pode sair da caixa e ver o céu do lado de fora.


Continuo com muitos sonhos: de mudar o mundo, de ter um filme com a minha vida, de escrever uma data de livros, de conhecer a Oprah, de ser uma palestrante de renome em Portugal (e quiçá no mundo)... mas sinceramente tudo isto está dentro de uma caixa. Mas, atrevi-me a olhar por um buraquinho e percebi que não posso estar mais tempo sem pôr em prática tudo o que vivi estes tempos e a ensinar as coisas que descobri... isso seria puro egoísmo!


Gosto genuinamente de ajudar pessoas... e a minha relação com o dinheiro é verdadeiramente desprendida. Gostava de um dia poder ser sustentável monetariamente com algumas das coisas que faço, mas hoje o que sinto é que preciso de passar a palavra.


Não sei como será no futuro... serei consultora como a Marie Kondo? Não sei... mas agora o que sei é que preciso de "11 cobaias" para durante 1 dia ajudar em dicas de ecologia, economia, sustentabilidade, saúde e simplicidade na procura de uma vida mais humana e feliz. Saberei eu onde isto chegará?


Quem alinha de Lisboa ou Sintra?


Enviem email para believeinportugal@gmail.com
Cá vos espero!

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